Mostrar mensagens com a etiqueta karaté Leiria. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta karaté Leiria. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Nova Época

Estamos em pleno arranque da época!

Como só posso falar do que conheço, vou-me limitar à nossa zona. Bem, em Leiria não podia ser melhor! Muita gente! E gente muito boa!

As crianças estão aparecer aos poucos, mas o grupo já está bem composto. Alguns novos a experimentar e os da casa com mais uns centímetros de altura (o Verão faz maravilhas).

Os adultos estão em força. O grosso voltou aos treinos, reapareceram velhos colegas (para já Carlos Antunes, Nelson e Carlos Ferreira) e bastantes novos.

Em Pataias a primeira aula de karaté decorreu como em todos os novos dojos, com muito pouca gente. Apareceram duas crianças, o Rafael e o Martim!

Nas Cortes está a voltar à normalidade, com a malta de regresso e alguns candidatos a surgirem.

Na Marinha Grande o dojo esteve bem composto e a época promete!

Amanhã é Monte Real onde deposito grande esperança e estou certo que vai ter casa cheia.

A todos os dojos desejo um bom início de ano, cheio de esperança e muita vontade de trabalhar!

segunda-feira, 22 de março de 2010

Treino Sensei Pula

A ARDOG (Leiria) recebe mensalmente o Sensei Pula à última sexta-feira de cada mês, para os karatecas poderem treinar com um dos mais importantes instrutores do karaté nacional. Estas vindas do Sensei servem ainda para orientar tecnicamente os instrutores desta zona.

Neste mês de Março o Sensei Pula não pode vir na última sexta do mês. Vai estar envolvido na arbitragem e por esse motivo não marca presença em Leiria.

Está agendada a sua vinda na primeira sexta-feira de Abril. Sabemos que calha no fim-de-semana da Páscoa e muito boa gente vai de férias. Mas o calendário não permite mais opções.

Estão todos convidados!

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Treino com Sensei Pula

Sensei António Pula (6º Dan JKA)

Ontem, na ARDOG, e por ter sido a última sexta-feira do mês, o Sensei Pula deu mais um excelente treino.

Apesar do mau tempo, que condicionou muito o trânsito e provocou grandes atrasos, apareceu bastante gente às aulas.

Na aula dos juniores, com um número bem alto de alunos, tiveram direito a treino no tatami. De facto aquele piso permite outro tipo de aula e o Sensei colocou-os a fazer trabalho de “chão”.

Aos adultos, com a sala bem composta, foi dedicado uma classe de ensinamentos mais avançados. A kata tekki foi tema central e houve muito boa gente com as orelhas quentes.

Próximo mês há mais!

Ah! Não se esqueçam que o estágio do Sensei Ueki está aí à porta. O Nuno Pires, no que toca à nossa zona, está a tratar de tudo. Falem com ele.


segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

ARDOG - Leiria

O Dojo da ARDOG-Leiria está muito mais composto, com piso novo, próprio para karaté.

A direcção da ARDOG, num grande esforço financeiro, adquiriu, para começar, 60 metros quadrados de tatami.

Pelo meio houve a interferência, positiva, do colega de treino Nuno Pires. O Nuno empenhou-se profundamente na compra do piso, desmultiplicando-se em contactos e mais contactos na procura de encontrar o melhor chão, aos melhores preços e nas melhores condições de pagamento.

Então, e para começar, já temos 60 metros. Para breve já foram prometidos mais alguns metros.

Aos poucos e poucos temos vindo a melhorar as condições do dojo.

Dentro de pouco tempo vamos ter outra inovação…

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Voluntariado

Edgar Calvete

Não posso deixar, apesar de não dever (!...), de partilhar convosco este artigo.

Nos dias de hoje, em que as dificuldades económicas são gravíssimas, e eu nem sou pessimista (!), uma grande parte das associações vivem, ou sobrevivem, graças ao voluntariado dos vários agentes envolvidos nas actividades que desenvolvem.

Sem o voluntariado, o que resta das colectividades já se tinha extinguido há algum tempo… Não é por acaso que muitos agrupamentos se vão apagando do mapa. Pois havia, e infelizmente continuam haver, inúmeros dirigentes cuja finalidade é a angariação financeira para os seus bolsos. Quando assim é, entre muitas outras coisas, perde-se o espírito de corpo. Não há amor à causa. Depois é uma questão de tempo até se desmoronar tudo.

Quando as pessoas se empenham de corpo e alma, sem esperarem contra-partidas, cria-se uma atmosfera saudável e essa forma de estar contagia-se aos restantes.

A ASKP está atravessar uma fase extraordinária! Todos, e já somos muitos, querem ajudar sem segundas intenções. A participação do grupo como um todo está a levar-nos a ultrapassar as melhores expectativas.

Chamo este assunto à baila pela enorme dedicação à nossa causa, que é karaté, de um homem e karateca fantástico. Não falo tanto pelo trabalho material, mas, e isso sim, pelo seu empenhamento forte e constante. Sempre voluntário e disposto ajudar sem olhar a quem!

Refiro-me, claro (!), ao nosso grande amigo da Marinha Grande - Edgar Calvete!

Mais uma vez envolveu quem lhe está próximo e fez um catálogo formidável dos artigos da ASKP. É com estas grandiosas contribuições que nos vamos mantendo vivos e com capacidade de levar a nossa mensagem país fora.

Apesar de ninguém me ter passado procuração, quero agradecer em nome de todos o muito que tens feito pelo karaté. Obrigado Edgar! Oss!

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Exames de Graduação


As fases que antecedem os exames de graduação são, seguramente, das mais produtivas de toda a época!

Nas semanas antes dos exames o empenhamento nas aulas é total, a preocupação nas correcções técnicas é máxima e a assiduidade nos treinos é extraordinária.

Nessa altura devemos aproveitar para crescer como karatecas e transportar esses ensinamentos para o resto da nossa vida. Quando nos colocamos à prova reparamos nas nossas próprias barreiras. Conseguir superá-las é vencer os nossos medos e o nosso grande adversário, nós próprios! É neste período que podemos dar o salto. Não por acaso que depois dos exames ficamos mais fortes e confiantes, pois superámo-nos a nós mesmos.

Os exames de graduação são muito mais que provas físicas, são, e isso sim, provas psicológicas.

Mais uma vez vou usar um provérbio, “temos de andar à vela enquanto há vento.”.

sábado, 9 de janeiro de 2010

Exames de Graduação


Os exames de graduação são momentos únicos na nossa vida enquanto karatecas.

Muito há para escrever sobre este assunto, mas vou centrar-me na decisão pessoal de avançar, ou não, para o exame.

Durante a nossa “carreira” na via do karaté, somos colocados, de uma forma regular, com a possibilidade de sermos examinados. Até porque, a nível associativo, surgem no calendário essas importantes provas.

Mas nem todos têm o mesmo espírito para serem avaliados. Aqui entram em consideração muitos factores, uns intrínsecos aos praticantes - os mais importantes, e outros extrínsecos.

Com o avançar da prática do karaté há uma tomada de consciência que nos mostra o nosso verdadeiro lugar no mundo. Assim, as nossas referências são alteradas e durante algum tempo ficamos desorientados e perdidos no mundo. Claro que, se no início do trilho queremos mostrar serviço aos outros e a nós próprios, com a maturidade essa exibição é subjugada para segundo plano e os objectivos são reorganizados.

Não é fácil gerir este conflito. Por um lado querer avançar na graduação, por outro crescer internamente abdicando de valores externos. Encontrar o equilíbrio nem sempre é fácil…

Bem, agora alguns, em véspera de exame, estão a pensar o que fazer… Temos de parar, pensar, procurar, descobrir e só então avançar! São esses passos certos que nos vão levar longe. Decisões vazias de fundamento vão revelar-se, mais cedo ou mais tarde, como erradas.

Submetermo-nos a exame é uma decisão unicamente pessoal. Não podemos lançar essa responsabilidade nas costas dos outros.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Kagami Biraki

Barril de saké

Pela primeira vez vamos organizar em Leiria-Marinha Grande o Kagami bırakı. Traduzido à letra, quer dizer "abrir o espelho".

O Kagami bırakı é o primeiro grande evento após o Ano Novo. O seu Objectivo é a renovação do espírito para o ano que se inicia.

Há mais de 300 anos, o quarto Tokugawa Shogun foi o primeiro a Realizar esta cerimónia. Antes de ir para a guerra, reuniu os seus homens não partiram um castelo e Barril de saké. Como a batalha foi bem sucedida foram repetindo uma cerimónia e nasceu uma tradição.

Em 1884, o Sensei Jigoro Kano (fundador do Judo), instituiu o costume não Kodokan. Todas as outras artes marciais adoptaram esta tradição samurai.

Geralmente é realizada aos fins-de-semana, em dia ímpar, pois no Japão os números ímpares estão associados a boa sorte.

Nesta Celebração à generalidade dos praticantes juntam-se em torno do seu líder para o ouvir falar, pois é um momento em que ele partilha com todos os seus mais profundos sentimentos.

Tivemos grande dificuldade em marcar este treino importante, pois haviam actividades marcadas há meses e obrigou-nos a alterar algumas delas.

Então, na sexta-feira, dia 15 de Janeiro (dia ímpar!), Às 20h00, na ARDOG, vamos ter o nosso primeiro Kagami bırakı. Como não podia deixar de ser, vamos ter o nosso Instrutor-Chefe, Sensei Pete (7 º Dan JKA), bem como o Sensei Pula (6 º Dan JKA).

Esperamos Instrutores de vários outros pontos do país. Para já está confirmado o Sensei Ilharco da Covilhã.


Viver do Passado


Não podemos estar constantemente a viver do passado. A vida assim não tem sentido!

O comentário do Edgar, ao post O Nosso Caminho, despertou em mim um pensamento que estava hibernado no “sótão”.

Muito boa gente vive do passado, como se o presente e o futuro estivessem subjugados para o segundo plano. Alguns de nós, depois de uma fase brilhante, baixam a guarda e passam a vida a evidenciar factos antigos como se fossem troféus eternos. Muitos nem se dão conta da importância do futuro.

Esta postura perante a vida assemelha-se ao condenado à prisão perpétua. Vai passar o resto dos seus dias a pagar por algo que fez.

A verdade é que há muitos colegas nossos aprisionados às glórias de outrora, de tal forma que justificam o seu mau estado actual com os tempos longínquos. Um exemplo genérico, “agora não faço isto, mas há uns anos havias de me ver a fazer isto, aquilo e o outro…”

Temos que ter consciência do nosso real e actual valor e a humildade de aceitar a mudança. Adaptar-nos à nova realidade de cada dia, com os ensinamentos colhidos no passado, mas sempre com os olhos postos no futuro.

Bem, a nossa escola de karaté tenta colmatar estas situações e, não por acaso que, nos obriga a provas constantes. Assim, somos obrigados a preparar o futuro e dar o verdadeiro valor ao passado.

Não vale a pena viver de tempos antigos. Vale, e isso sim, colher ensinamentos dessa fase e aproveitá-los para o percurso que ainda nos falta fazer.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

O Nosso Caminho


A nossa vida, enquanto artistas marciais, não é, nem deve ser, feita exclusivamente de avanços.

Trago este tema depois de ter lido um artigo interessantíssimo do Sensei Kanazawa.

Se queremos realmente avançar, temos de consolidar o caminho que ficou para trás. Há a necessidade de regressar frequentemente ao passado. Não falo exclusivamente da parte técnica, mas também da nossa evolução mental.

Não basta, se queremos ir “mais além”, percorrer um caminho. Temos de o conhecer pormenorizadamente e fazer parte do percurso repetidamente até podermos ir mais adiante.

Mas tão importante como dar uns passos à retaguarda é olhar para o ponto de partida e ver o percurso efectuado. Só assim vemos a trajectória percorrida e corrigir, caso seja necessário, o resto do percurso. E quantas vezes isso nos acontece? Tantas!... Mas faz parte do nosso crescimento e só assim conseguimos realmente evoluir. Mas é preciso ter a mente aberta, treinada e querer ver! Não basta olhar…

Quando penso nestes assuntos mais profundos do karaté, muito para além da prática corporal, consciencializo-me que há por aí tanta gente à rama do karaté. Uns nunca viram o caminho porque nem sequer sabem da sua existência, outros, apesar se saberem da sua existência, ainda não o procuraram ou ninguém lhos mostrou.

domingo, 27 de dezembro de 2009

Gasshuku 2010


A JKA-Portugal está a preparar mais uma viagem ao Hombo Dojo da JKA, em Tokyo, Japão.

Anualmente, vários instrutores portugueses filiados à JKA, deslocam-se à terra do sol nascente para ali frequentarem o curso de instrutores da primavera, denominado gasshuku.

É das acções mais importantes do Hombo Dojo, onde reúne mais de 350 membros de muitos países e alguns dos mais importantes Mestres mundiais espalhados pelo mundo.

Neste estágio fazem-se exames de graduação, no mínimo, para 6º Dan. Também é uma oportunidade de obter graduação enquanto instrutor, examinador e árbitro (letras D, C, B e A).

Durante 4 dias, na Escola Mãe da JKA, responsáveis técnicos pelo karaté em Portugal recebem ensinamentos dos mais importantes Sensei’s Japoneses e partilham experiências com colegas dos 5 continentes.

Por se tratar de uma formação de extrema importância, a Associação Shotokan KaratéDo – Portugal (ASKP) subsidia 4 dos seus instrutores responsáveis por dojos, dois a 100% e dois a 50%. Nesta próxima viagem, do nosso país, devem ir cerca de 15 karatecas.

Há, por esse mundo fora, responsáveis de associações que organização viagens destas, tirando proveito monetário para si. Neste caso, e apesar de dar bastante trabalho e responsabilidade, a JKA-Portugal e os seus responsáveis fazem-no gratuitamente!

No foto vemos os 11 membros da JKA-Portugal que participaram no Gasshuku 2009. Em cima da esquerda para a direita: Os sensei's Reinaldo Rodrigues, João Cardiga, Peté Pacheco e António Pula, e Jordão. Em baixo da esquerda para a direita: João Rosa, Bruno, Sensei José Ilharco, Liliana Madaleno e Nuno.

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Campeonatos Regionais de Séniores - FNK-P


As competições da Federação Nacional de Karaté – Portugal (FNK-P) continuam já em Janeiro.

As próximas, os campeonatos regionais de seniores, estão marcadas para os Açores, zona Sul e zona Centro Norte, no dia 16 de Janeiro de 2010.

Os locais e os horários ainda não foram divulgados, devem de o ser muito em breve.

Como sempre, vão haver duas competições distintas: kata e kumité.

Podem participar em katas, e é igual para os masculinos e femininos, os nascidos antes de 07 de Maio de 1994. Em kumité os nascidos antes de 07 de Maio de 1992.

Recordo que agora os pesos, para homens, são -60kg, -67kg, -75kg, -84kg e +84kg. Para senhoras -50kg, -55kg, -61kg, -68kg e +68kg.

Não esqueçam que, as inscrições têm de dar entrada na federação até 30 de Dezembro de 2009, sendo o sorteio a 08 de Janeiro de 2010.

A FNK-P tem vindo a lembrar as alterações efectuadas nos procedimentos durante as pesagens e as protecções obrigatórias para a prova de kumité.

domingo, 13 de dezembro de 2009

Campeonato Nacional Cadetes e Juniores


Rita Gaspar

Ontem, em Alcabideche, decorreu o campeonato nacional dos cadetes e juniores.

Estes eventos são muito mais que simples competições entre praticantes. São momentos em que praticantes, instrutores, dirigentes e familiares aproveitam para conviver e trocar experiências.

Pessoalmente, tive uma tarde muito agradável, pois pude estar, entre muitos outros, com os meus amigos e colegas instrutores dos Açores, onde destaco os Sensei’s Paulo Telheiro, Marinho e Alcínio Pedrosa.

Falando da prova. De uma forma geral achei-a bastante positiva, contudo vou salientar uns pontos menos bons. Os horários não foram cumpridos e a prova arrastou-se pela noite, não havia zona de aquecimento para os competidores, não limitaram o acesso à área de competição (havia pais e amigos junto dos tatamis), o pavilhão era manifestamente pequeno.

Os meus parabéns ao Rafael Pedrosa, que, na prova de kumité -70kg de cadetes, sagrou-se campeão nacional! O Rafael, filho do Sensei Alcínio, é praticante do Centro de Karaté de São Miguel (Açores) e é o espelho do excelente karaté ministrado por um leque de instrutores de grande nível.

Os competidores da zona de Leiria não envergonharam ninguém e mostraram grande potencial. Destaco ojúnior João Marranita que, na prova de kumité -55kg, após ter passado 3 eliminatórias e ter perdido com o vencedor da pool, ficou em 5º lugar! Também gostei muito de ver o Bruno Henriques e a Rita Gaspar que, sinceramente, estão de parabéns!

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Atingir o Shodan


Há uns tempos, li um artigo do Sensei Richard Kim e, desde então, penso nesse assunto regularmente. Ele levantava uma questão muito pertinente. No karaté, quanto tempo é necessário para formar um cinto negro?

O Sensei Richard foi mais longe e comparou, a nível de tempo, a formação de um shodan aos astronautas da NASA! É que a NASA não precisa de tanto tempo, quanto nós, para lançar alguém no espaço…

Em algumas pesquisas efectuadas por mim, comecei a dar atenção aos tempos de exame de alguns grandes mestres. Constatei então que, na generalidade, demoraram cerca de 2 anos a chegar ao 1º nível! Alguns, com esta constatação vêm com um falso argumento, eles lá no Japão treinavam muitas horas por dia, todos os dias da semana, com muita dureza. Puro engano!

Mas não pensem que hoje, na terra do sol nascente, é diferente. Um praticante normal, aqui falo daquelas pessoas que treinam duas/ três vezes por semana, precisa dois anos para chegar a 1º dan.

Mas nós, os ocidentais, somos mais papistas que o Papa! Temos de treinar 10-12 anos para atingir o kuro obi!

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Hangestu


Hangestu é uma kata transversal a praticamente a todos os estilos de karaté. Este facto, por si só, revela a importância desta forma.

Teve a sua origem na região de Naha, Ilha de Okinawa, com influências do sul da China. Inicialmente chamada Seisan, em alguns estilos ainda mantém o nome, que significa 13, interpretada por alguns como 13 mãos, 13 passos, 13 tipos de ataques, 13 dias da fase da lua, etc. Mais tarde, no shotokan, passou a chamar-se Hangetsu – Meia-Lua, devido aos movimentos semicirculares das mãos e pés.

As suas características mais evidentes são as suas técnicas lentas alternadas com as rápidas, a sua respiração forte e bem definida, o deslizamento dos pés e, claro, a posição das pernas – hangestu-dachi.

No shotokan pertence ao III grupo de katas e tem 41 movimentos.

domingo, 29 de novembro de 2009

Hikité

Sensei Pula

Volto a tocar num assunto polémico, o Hikité. Não pela sua execução, ainda que cada estilo tenha a sua própria forma de efectuar, mas pela sua origem, e é sobre a razão do seu aparecimento que vou focar este artigo.

Hikité significa puxar a mão. Hiki – puxar; Te – mão.
Numa breve busca facilmente encontramos diferentes correntes para a aplicação do hikité.
1. Uns defendem tratar-se de um puxão do adversário, através de uma parte do seu corpo (cabelo, braço, pescoço, roupa, etc), para que dessa forma possamos aplicar uma técnica mais eficaz e certeira com a outra mão. Nesta visão, defende-se ainda que, o nosso oponente fica destabilizado e inibido de atacar.
2. Outros falam do hikité como um ataque, por acção do cotovelo, para a retaguarda.
3. Depois ainda há quem defenda que gera energia – transmitida à mão que faz a técnica. Da mesma forma a aceleração das duas mãos estão intimamente ligadas, uma (a que recua) provoca o aumento da velocidade daquela que efectua o ataque ou parada. Aumenta, ainda, o equilíbrio e acrescenta energia rotacional à técnica. É essencial para maximizar a sincronizar os grupos musculares, originando mais kimé.
Tenha a origem e a interpretação que tiver, uma coisa é certa, temos de dar grande importância à execução do hikité! Não é por acaso que os nossos instrutores, em voz alta, quando estamos a treinar estão sempre a lembrar: HIKITÉ!

sábado, 28 de novembro de 2009

Katas...

Sensei Gichin Funakoshi a executar a Tekki Shodan

Na, ainda curta, vida do karaté, poucos, muito poucos, mestres criaram katas! Refiro-me a verdadeiros mestres!

Quando criaram katas, fizeram-no foi por necessidade do próprio karaté, entenda-se, dos praticantes. Nunca por outra qualquer razão, até porque o caminho do karaté é um caminho de humildade...

Em torno do Sensei Gichin Funakoshi há um grande consenso, foi de facto o “pai do karaté moderno”. Mas quantas katas criou ele? Na realidade apenas as Taikyoku! E porque necessitou de formas simples para os iniciantes na arte! Curiosamente, nos nossos dias e fora do Japão, quase ninguém treina as Taikyoku!…

Durante muitos anos as katas eram a base de todo o treino de karaté. Os karatecas sabiam cerca de duas katas e desenvolviam-nas durante anos. Nelas encontravam todos os conhecimentos para defesa pessoal, kihon, bunkai e kumité. Hoje, e contra mim falo, passamos ao de leve pelas katas. Nenhum de nós aprofunda o seu valor. Passam-se semanas sem praticarmos a nossa própria kata.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Iri-Kumi


No karaté há um conceito de kumité pouco usado por alguns de nós, mas bem presente em algumas escolas, o Iri-Kumi.

Temos o Jyu-kumité (combate livre) e o Randori (aplicação experimental de técnicas). Ora, o Iri-Kumi acaba por ser a mistura dos dois, ou seja, é um combate livre e contínuo onde é privilegiada a sequência técnica executada de uma forma contínua, sem tempos mortos.

Há dois tipos, a linha dura (GO) e a suave (JU).

Esta é uma das formas mais importantes para se desenvolver e colocar em prova a nossa humildade, pois devemos trabalhar e deixar o nosso colega de treino trabalhar e aceitar, humildemente, as limitações de quem está a treinar connosco.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Demonstrações

Ao longo da nossa vida marcial já nos cruzámos com inúmeras demonstrações de várias artes.

Todos nós sabemos os riscos dessas demonstrações! Quem as faz tem de estar bem treinado! Quando efectuadas em grupo tem de haver uma grande coordenação. Se incluírem crianças o risco aumenta brutalmente. Caso corra menos bem a ideia que passa é francamente negativa para todos.

Para realizar uma mostra pública tem de haver muito treino. Os participantes devem ser bem escolhidos de acordo com o público-alvo. Temos de conhecer bem o local onde vamos “actuar” e ter em consideração a dimensão, piso, localização do público, etc. Devemos mostrar à assistência aquilo que eles querem ver e valorizam e não o que nos dá mais jeito. A duração da exibição deve ser adequada e temos de evitar “longas-metragens”. Os tempos mortos são enfadonhos e as pessoas acabam por perder o interesse e distraem-se com outras coisas.

Mas se uma exibição corre bastantes riscos, os testes de quebra muitos mais. Aqui têm de ser praticantes vocacionados e muito bem treinados a fazê-lo! Os acidentes em testes de quebra têm alguma gravidade para os seus executantes e é preciso evitá-los.

Para obter bons resultados através das demonstrações temos de ter em consideração muitos factores. Quando bem feitas são uma mais-valia, quando mal executadas são motivo de chacota!

Aqui fica um teste de quebra mal feito... Neste caso não é de karaté, mas bem podia ser!


sábado, 21 de novembro de 2009

Treino com Sensei Pula

Aula de ontem

Ontem, na ARDOG – Leiria, realizou-se o 3º treino da época com o Sensei Pula. Habitualmente o Sensei vem a Leiria na última sexta-feira de cada mês, mas desta vez tivemos de antecipar para ontem, devido à sua participação, no próximo fim-de-semana (último do mês), no campeonato da European Shotokan Karaté Association (ESKA).

Desta vez veio acompanhado dos Sensei’s Alexandre Cabrita e Hugo Gato e do Abel. Sempre, uma mais valia para quem faz este tipo de aula, pois deles recebemos bastantes conhecimentos.

Centrou a classe em pormenores básicos, mas importantíssimos, dando continuidade ao estágio do Sensei Kurasako. Então, os pormenores basearam-se no avançar sem mudar a altura do corpo, flexão dos tornozelo e a rotação das ancas.

A sala, apesar de terem faltado bastantes praticantes, esteve cheia nas duas aulas (crianças e adultos). No total mais de 70 karatecas.

Da Covilhã, deslocou-se, mais uma vez (!), o Sensei Ilharco, acompanhado de três alunos graduados. De Alcobaça vieram dois dos praticantes mais graduados. O Sensei Nelson, de Alcobaça, ainda está a recuperar da lesão do ombro esquerdo e não pode estar presente.

Em Dezembro há mais. Quem quiser treinar com este excelente mestre basta aparecer.